quinta-feira, 22 de outubro de 2009

CONFIANDO

Mateus 11.1-14
-O meu futuro está nas tuas mãos (Sl 31.15a)
Quando um parente nosso dirigia um leprosário de mil inigentes na Etiópia, não era difícil crer que aqueles dias de brilhante obra missionária eram todos previstos por Deus. Mas hoje, com seus mais de 80 anos - os últimos com graves problemas físicos e a irreversível perda da visão - como entender que estes dias difíceis e aqueles tão bons foram todos predeterminados por Deus?
Hoje lemos sobre João Batista, profeta precursor de Cristo. Ele viveu alguns anos pregando o arrempedimento e promovendo uma renovação espiritual em Israel. É fácil entender que estafase da sua vida foi predeterminada por Deus, mas e seus dias como prisioneiro e a morte ordenada pelo malvado rei Herodes? Por que Deus não lhe deu um passamento tranquilo e funeral bem-assistido? Nosso problema é que não podemos ver "atrás da cortina". É um mistério a razão das coisas que nos acontecem, mas isso nos leva a confiar no nosso bom Deus de maneira mais íntima e deixar tudo em suas mãos. O mesmo soberano Deus atua hoje em nosso favor, quer por caminhos planos quer aos "trancos e barrancos". Em meio ao vai-vém da vida, Deus nos chama a confiar mais firmemente nele como conhecerdor de todas as coisas. A vida de fé inclui crer que ele também tratará de escrever no seu livro todos os dias determinados antes de qualquer deles existir (Sl 139.16). Veja com que cuidado ele contempla nossa vida! Se você achar difícil aceitar como vindos de Deus tanto os dias difíceis como os agradáveis, não desanime, mas eleve os olhos mais uma vez para Cisto, o autor e consumador da nossa fé (Hb 12.2). Muitos servos de Deus, no leito da dor, pregam sermões sem palavras por sua resignação. Um amigo nosso, cristão fiel de 90 anos de idade que ensinou a Bíblia na igreja por vários anos, hoje não pode nem assistir às aulas, mas apesar de suas dores, demonstra que julga seus dias todos bons!
"Quando os dias forem bons, aproveite-os bem, mas quando forem ruins, considere: Deus fez tanto um quanto o outro" (Ec 7.14)

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